O oco da carne

Do meu livro Punkpoemas: O oco da carne Peçonhento Bicho-cabeludo na língua nos engole Como fugir do que vem de dentro? Matar o oco da carne Calar o ranger de ossos da caveira Lamber o já deglutido O som vesgo do coração Pipoca o gelado sangue que ferve Escuridão subterrânea e líquida Gosma que envolve... Continuar Lendo →

Amigos partiram

Amigos partiramAmigos se foramJá tão longeComo os números de mortos de ontemMortos não são númerosNúmeros mudam todos os diasOs mortos permanecemDoendoFeitos de memória, tristeza e saudadeO poder é número - mata, ri e se cumprimentaO povo morre e se lamenta(LC)

Esperança

Esperança Esperança nasceu na primaveraSabiás cantavam mais altoJoão-de-barro coletava material para o novo ninhoOs olhos úmidos da mãe, Maria da Paz, derramavam carinhoAninhava o futuro no próprio coloTransbordante sensação de vitóriaEmbora o medo ainda se aconchegasse entre os lençóisSeria mesmo verdade que tudo havia ficado para trás?Perduravam pensamentos de dor e saudadePai e avós, Esperança... Continuar Lendo →

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